NO RJ, NOVA RESOLUÇÃO (5533/17), OBRIGA PROFESSOR A IR À CASA DO ALUNO FALTOSO: Após perdas de direitos, professor ainda terá que atuar como assistente social no RJ.

Um dia após o secretário estadual de educação, Wagner Victer, publicar resolução autoritária que retira diversos direitos do professor da rede pública estadual, além de anunciar o maior fechamento de escolas públicas da história do Rio de Janeiro, publicou nova portaria (5533/17) que atribui mais trabalho ao educador. Aos pouco, o exército nas ruas cariocas começam a dar o sentido real, o estado está às vésperas maior destruição de direitos e liquidação de patrimônio de sua existência.


A partir de hoje, 01 de agosto, o professor fica obrigado a ir buscar o aluno faltoso em casa. Ou seja, alunos faltosos, agora receberão a visita do professor em sua residência. Não haveria problema nenhum, se o educador do estado do Rio fosse remunerado dignamente, fosse lotado numa única escola e tivesse condições de trabalho minimamente decente. Porém, o estado, por impossibilidade de contratar profissionais do serviço público, preferiu dar mais trabalho ao educador. Veja a resolução no final da matéria.

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Victer, que preparou a CEDAE para ser privatizada e não tem relação alguma com a educação, começa o desmonte e destruição da rede estadual. Com isso, declara a morte do professor.

Na mesma toada, o governo federal prepara a venda de diversas plataformas de petróleo do pós-sal da Bacia de Campos. O exército nas ruas cariocas cumpre a função para o qual, o próprio comandante declarou ser uma vergonha. Villas Boas disse ser uma vergonha o exército apontando armas para os cidadãos. Essa declaração deveria ter sido encarada como aviso, já que as forças armadas estariam no Rio para proteger a segurança pública, não para coagir cidadãos.

O Rio naufraga e assim como no período do império, quem afunda primeiro são os remadores das “galés”. Ainda vem muita coisa ruim por aí.

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TRECHO DA RESOLUÇÃO 5533/17

Art. 18 – O GRUPO DE PERMANÊNCIA, composto por professores, pais, responsáveis e/ou pessoas da comunidade, deve ser criado e orientado pelo Diretor de Escola para exercício desta função, auxiliando nas ações de combate à infrequência e abandono escolar, sem ônus para o erário da Secretaria de Estado de Educação.

Art. 19 – Compete ao Grupo de Permanência realizar ações de resgate do aluno em situação de infrequência ou abandono, entre elas visita familiar, previamente agendada, com o objetivo de observar todos os detalhes da residência, a fim de que sejam colhidos, de forma amigável o maior número de informações que auxiliem as atividades com o aluno infrequente, e sensibilizar a família do aluno para o regressoà escola.

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Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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