Governo se antecipa ao Super El Niño com plano integrado de prevenção
Diante da previsão de um “Super El Niño” a partir de julho, o governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial para articular e preparar respostas aos possíveis desastres climáticos. A iniciativa, coordenada pela Casa Civil, representa um esforço proativo para proteger a população e mitigar os impactos do fenômeno em diversas regiões do Brasil.
A estratégia foi detalhada pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Waldez Góes. Ele explicou que a estrutura unifica as ações de 20 ministérios e órgãos como as Forças Armadas, Ibama e ICMBio, em comunicação permanente com estados e municípios. “O Brasil está preparado permanentemente, está em vigilância e mobilizado permanentemente para dar respostas à sociedade”, afirmou o ministro.

Ministro Waldez Góes detalhou o plano de prevenção do governo.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
O plano de contingência prevê o monitoramento contínuo de dados por órgãos como o Cemaden e o Inpe. A articulação também se estende a ministérios com políticas públicas específicas, como Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos, garantindo uma escuta ativa e canais diretos com lideranças de comunidades locais.
Uma das principais ferramentas é o Defesa Civil Alerta, um sistema que enviará notificações de emergência diretamente para a tela dos celulares em áreas de risco, independentemente de cadastro ou pagamento de conta. Os alertas, classificados como “severo” (preparação) ou “extremo” (evacuação imediata), serão usados de forma criteriosa para garantir sua eficácia.
Góes ressaltou a importância de construir uma “cultura do risco” no país, com a participação de governos, setor privado e cidadãos. A proposta inclui a realização de simulados de evacuação para que a população saiba como agir. “Se uma autoridade emite um alerta, tem que respeitar. Para isso, o cidadão tem que conhecer, conviver, tem que participar e aprender a lidar com aquilo”, concluiu.






