Acordo de paz entre EUA e Irã isola Israel
O histórico acordo de paz anunciado entre os Estados Unidos e o Irã abriu uma nova perspectiva para a diplomacia global, mas enfrenta a resistência do governo de extrema-direita de Benjamin Netanyahu. Nesta segunda-feira (15), Israel declarou que manterá suas tropas no sul do Líbano por tempo indeterminado, contrariando o esforço de pacificação internacional que já conta com o apoio de potências como China, Rússia e Arábia Saudita.
A ofensiva militar israelense no país vizinho já provocou uma grave crise humanitária, resultando no deslocamento forçado de pelo menos um milhão de pessoas. Ignorando o esforço diplomático, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que a ocupação territorial e a demolição de imóveis são prioridades de Tel Aviv. Diante da ameaça de novos ataques, o Exército libanês recomendou que a população deslocada adie o retorno às suas casas.
Por outro lado, os defensores do diálogo multilateral apontam que o pacto prevê o fim das hostilidades em todas as frentes e o respeito à soberania do Líbano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, destacou que cabe a Washington garantir o cumprimento do acordo por parte de Israel. O Hezbollah também celebrou o pacto, alertando que não aceitará violações à soberania libanesa ou ataques contra civis.
A assinatura oficial do tratado está prevista para a próxima sexta-feira, em Genebra, e deve viabilizar a reabertura segura do Estreito de Hormuz para a navegação internacional, consolidando a diplomacia como o único caminho viável para a estabilidade e a justiça social na região.
Carro com a bandeira do Irã na vila de Siddqin, no sul do Líbano. (Foto: Kawnat Haju/AFP)</p






