PSDB E O PIOR PROGRAMA PARTIDARIO DA HISTÓRIA

Nenhuma propaganda eleitoral de qualquer partido causou tanto desgosto internamente, quanto ao público, que não entendeu nada. Para quem foi telespectador, ficou um questionamento, no mínimo insólito. O PSDB não faz parte do governo Temer?


Ao questionar aqueles que receberam vantagens financeiras para votar a favor de Temer e mantém cargos no governo, atirou em si. Com isso, gerou reações fortes no próprio partido e expôs a forte divisão interna.

Já Aloysio Nunes, sentindo-se insultado pela propaganda, veio a público e saiu atirando em Tasso Jereissati, atual presidente interino do PSDB.

“Pergunto aos marqueteiros: o apoio do PSDB ao governo Michel Temer, os cargos que ocupamos, foram negociados por baixo do pano, por fisiologismo ou apego aos cifrões que aparecem nos olhos dos bonequinhos? Talvez, então, nós sejamos os puros entre os impuros! Então, que se aponte com clareza quem são os impuros, porque eu, como ministro, não visto a carapuça”, escreveu Aloysio.

“O PT deve estar dando gargalhadas desse enorme tiro que a direção interina do PSDB desferiu no nosso próprio pé.” Afirmou Aloysio Nunes.

No texto, Aloysio afirma que a publicidade foi elaborada “no afã purificador muito característico da direita que rejeita ‘tudo o que aí está’ e joga fora o bebê junto com a água do banho”. “O PT deve estar dando gargalhadas desse enorme tiro que a direção interina do PSDB desferiu no nosso próprio pé.”

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Já Bruno Araújo afirmou: “O programa não me representa”, disse. Ele faz ataques velados a Tasso Jereissati. Sem citar o nome do presidente interino, diz que “a mudança na Executiva do PSDB tinha como objetivo levar o partido a uma transição até a realização de novas convenções. O programa partidário exibido hoje não se enquadra nesse espírito”.

Nessa confusão, FHC reapareceu levantando a bandeira de Dória. Com isso, acabou por dar uma martelada na testa de Alckmin, o candidato natural à presidência pelo partido tucano.

Parece que o pior programa eleitoral da história já faz grandes estragos políticos e a divisão interna do PSDB ficou latente, com feridas mais abertas do que nunca.  Há uma briga já perdida pelo espólio do golpe. Com diversos ratos querendo um grande pedaço do queijo que já é pequeno, a lógica do “farinha pouca, meu pirão primeiro” prevaleceu.

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Enquanto isso, Dória sai pelo Brasil comprando títulos de marketing e em alguns casos, levando a tira colo seu opositor velado, Geraldo Alckmin. De constrangimento em constrangimento, o PSDB vai fazendo reuniões para decidir que não decidirão nada. Deve ser por isso, que não emplacam 10% em qualquer pesquisa presidencial para 2018.

O apoio ao golpe parlamentar, simplesmente enterrou setores de direita. Para isso, basta observar o que sobrou. Bolsonaro, a xepa da ditadura e o lixo tóxico do Olavo de Carvalho, parece mais promissor que qualquer candidato tucano. Uma piada, maior que o programa eleitoral que o PSDB exibiu na TV aberta.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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