Alívio na inflação global abre caminho para queda de juros no Brasil
O cenário econômico global ganha um importante fôlego nesta segunda-feira (15) com o anúncio do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. A trégua no Oriente Médio, que inclui a reabertura do estratégico Estreito de Hormuz, provocou a queda imediata nos preços do petróleo e do dólar, que recuou 0,12%, cotado a R$ 5,052. No Brasil, a Bolsa de Valores reagiu de forma positiva, registrando valorização de 0,19% e alcançando os 171.513 pontos.
A descompressão no preço do barril de petróleo Brent, que recuou cerca de 4% para a casa dos US$ 82, traz um alívio crucial para a inflação global de combustíveis e alimentos. Esse movimento externo fortalece o ambiente para as políticas de estabilidade de preços do governo federal, reduzindo as pressões sobre o frete e os fertilizantes, o que beneficia diretamente o poder de compra da população e a produção nacional.
Com a redução dos riscos inflacionários no exterior, ganha ainda mais força a defesa por cortes mais robustos na taxa básica de juros na próxima “super quarta”. A expectativa do mercado é de uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, atualmente em 14,5% ao ano. A flexibilização monetária é considerada fundamental pela agenda de desenvolvimento progressista para baratear o crédito, incentivar o consumo das famílias e impulsionar os investimentos públicos e privados.
Embora o cenário exija cautela devido à permanência de tropas israelenses no sul do Líbano, o restabelecimento do fluxo de 20% da produção mundial de energia afasta o fantasma dos juros altos prolongados nas grandes economias. Livre dessas pressões cambiais, o Brasil se posiciona de forma favorável para consolidar sua rota de crescimento econômico com justiça social.</p






