“Cerveja” foi o termo mais procurado nas redes sociais durante a Black Friday 2021

“Cerveja” foi o termo mais procurado nas redes sociais durante a Black Friday 2021

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A procura pela “urina do diabo”, isto é, cerveja, aumentou 631% durante a Black Friday 2021

O pico de menções sobre a Black Friday foi entre 10h e 13h, com uma média de 6 mil menções por hora

Com grande parte da população adulta vacinada e melhora na situação de saúde, a Black Friday 2021 foi um motor para a reativação do consumo. Em comparação com as ações nas redes sociais, a edição recente teve 48% mais popularidade do que há um ano: 2,2 milhões de compartilhamentos em vez de 1,5 milhão.

O interesse do público foi focado principalmente em:

  • móveis e equipamentos de casa;
  • farmácia e varejo;
  • produtos eletrônicos; e roupas ou produtos e acessórios.

Os anunciantes também lutaram por visibilidade nas plataformas digitais e o pódio foi integrado pelas Lojas Americanas, Casas Bahia e Magazine Luiza.

Além das categorias, as palavras que mais aumentaram suas menções em relação ao dia anterior (25 de novembro de 2021) foram:

  • cerveja (+631%);
  • fritadeira elétrica (+468%);
  • vinho (+362%);
  • bolsas (+269%);
  • livros/Kindle (+258%);
  • televisão/Smart TV (+192%); e
  • passagens aéreas (+166%).
A procura pela "urina do diabo", isto é, cerveja, aumentou 631% durante a Black Friday 2021
A procura pela “urina do diabo”, isto é, cerveja, aumentou 631% durante a Black Friday 2021

Sobre a “urina do diabo” [cerveja]

Horários de menções na Black Friday 2021

O pico de menções sobre a Black Friday foi entre 10h e 13h, com uma média de 6 mil menções por hora. A conversa teve uma paridade entre os gêneros: metade eram mulheres e os 50% restantes, os homens. O desempenho da Black Friday é explicado pelo crescimento das compras online nos últimos tempos e hoje 1 em cada 2 brasileiros considera que isso facilita suas vidas.

Instagram vs. Facebook e Twitter

O Instagram reuniu 82% das ações nas redes sociais, ampliando a diferença de 2020 em relação ao Facebook e Twitter, que este ano tiveram 15% e 3%, respectivamente. Nesta última rede os usuários deixaram claro seu interesse pelo preço e as hashtags mais populares foram: #promoção, #oferta, #desconto, #cupom, #cupomdedesconto, #cupons e #blackfridaypromo.

Também houve espaço para humor. “Se alguém ver terapia na Black Friday me avisa?”, escreveu Miá Mello, uma das publicações mais populares. Outro usuário tuitou: “Eu odeio tanto ser pobre, meu Deus. Pq não importa se é Black Friday ou se o produto ta pela metade do preço quando você NÃO TEM DINHEIRO!” acumulando milhares de retweets.

“Terapia” e “Natal”

Como já havia acontecido em 2020, palavras como “terapia” e “natal” fizeram parte da conversa digital. Novas tendências como emojis em clipes, marcaram a nova era de compartilhamento de links diretos em redes sociais, além de um aumento na leitura surgindo com o Kindle Unlimited, como destaque. O termo que teve uma queda considerável foi #BlackFraude, considerando o volume de menções durante 2019 (15.324) e 2020 (14.893), diminuindo 53% este ano (6955).

Lives no YouTube

Outra tendência crescente foram as “lives”. Americanas, Submarino e PetLove foram os mais bem sucedidos no assunto, especialmente no Instagram. Enquanto PetLove, Cupons com o iPhone em ofertas e Yudi foram os que mais visualizam no YouTube.

As marcas devem gerenciar sua presença digital porque as redes sociais hoje podem definir se um usuário compra ou não. Mais de 20% das pessoas são influenciadas por comentários online e indicações de outros, portanto, em dias como a Black Friday você pode ganhar ou perder muitos clientes.

Os dados são do ComScore.

*Por Esmael Morais

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