ELEIÇÕES 2018, UMA ANÁLISE DO CENÁRIO ATUAL E FUTURO: A coalizão de governo derrete

Em muito poucas análises políticas do momento do futuro próximo a percepção de governo e oposição é levada em conta para as eleições de 2018. As pesquisas começam a ser divulgadas desde já, com uma noção clara de que as próximas eleições serão um marco e um passo para a construção de um novo pacto social no Brasil. Historicamente, sempre que a ala política mais progressista chega ao pode, um golpe de estado tradicional ou não, é implementado como forma de mudar tudo para continuar como sempre foi, dominado pela aristocracia tradicional. Como o golpe atual se baseou na necessidade de “apoio” popular e na imagem de legalidade, consumado o atentado à democracia, uma eleição é necessária para manter a aparência de legalidade.


Nessa margem entre legalidade e ilegalidade, que surge a questão da necessidade de prisão de Lula ou de inelegibilidade para perpetuação da força política conservadora no poder. Que fique claro, que não se trata de um estado de exceção, mas de uma política e um judiciário de exceção. Portanto, tornar Lula inelegível não é fácil, nem simples. Para isso, existem dois fatores importantes, o tempo dos processos, incluindo recursos, embargos e apurações, e o fato do ex-presidente ser o grande líder popular que é, daí a sua ascensão continuada nas pesquisas mesmo sob forte ataque da mídia.

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Para a compreensão de desgaste das forças tradicionais ditas de esquerda ou de direita, faremos uma análise baseada em frentes. Dessa maneira, será divida da seguinte forma, oposição declaradamente progressista, radical de direita e governistas. Assim teremos os seguintes partidos nas forças políticas:

  • Frente de Oposição: Lula, Ciro, Marina e outros.
  • Frente Radical: Bolsonaro e outros.
  • Frente Governista: Aécio, Dória, Alckmin, Temer e outros.

PESQUISA MDA

A pesquisa MDA/CNT apresenta a seguinte evolução dessas frentes adotando o cenário 1 de outubro de 2016 e de fevereiro de 2017 respectivamente:

  • Frente de Oposição: 45,5%  >>>  47,3%
  • Frente Governista: 21,9%  >>>  13,8%
  • Frente Radical: 6,5%  >>>  11,3%
  • Branco/Nulos/Nd: 26,1%  >>>  27,6%
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PESQUISA VOX POPULI

Para a pesquisa Vox Populi/CUT serão utilizados dados das pesquisas de dezembro de 2016 e de abril de 2017 respectivamente, ambas do cenário 1:

  • Frente de Oposição: 51%  >>> 59%
  • Frente Radical: 7%  >>>  11%
  • Frente Governista: 15%  >>> 9%
  • Branco/Nulos/Nd: 27%  >>>  21%

Em ambas as pesquisas nota-se a mesma tendência de forte desgaste das forças de governo. É importantíssimo levar em conta que ainda nem foram votadas as pautas mais impopulares, como a reforma de previdência e reforma trabalhista. O quadro das pesquisas mostra um profundo e consistente derretimento eleitoral da coalizão formada para a queda de presidente eleita Dilma Rousseff. Embora a economia já comece a dar sinais de estagnação, dificilmente haverá recuperação no desemprego, o que afeta diretamente o poder de compra e a renda média da população, a recuperação de popularidades dos partidos tais como PMDB, PSDB, DEM e outros estará profundamente afetada nas próximas eleições.

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A conclusão é de que o próximo presidente tem fortíssima probabilidade de ser de oposição. Talvez a única chance de vitória da direita tradicional continuar no poder após o golpe, seja aglutinando suas forças numa coligação entre PSDB, PMDB, DEM e outras siglas fortes em torno de uma única candidatura. Essa estratégia poderia surtir algum efeito, dado que a eleição em 2018 será bem mais curta que em outros anos e o recurso financeiro bastante menor. A ideia seria uma superexposição do candidato no curto período de tempo eleitoral. Aliás, tentarão isso, utilizando de uma chapa com candidato do PSDB com vice do PMDB, certamente para levar alguém para o segundo turno e “ver no que dá”. Os dados comprovam o derretimento progressivo e sólido das forças do golpe parlamentar.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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