Pix por aproximação: BC remove limite e amplia autonomia do usuário
O Banco Central (BC) anunciou uma medida que amplia a flexibilidade e a autonomia dos usuários do Pix. A partir de agora, as transações por aproximação não têm mais o limite diário de R$ 500, permitindo que cada pessoa defina seus próprios valores máximos de segurança.
Essa modalidade, que agiliza pagamentos ao dispensar a leitura de QR Code ou o uso de chaves, funciona de forma similar aos cartões de crédito e débito, bastando aproximar o celular ou relógio da maquininha. A mudança foi oficializada pela instrução normativa 746 e vale para todas as operações iniciadas por aproximação, incluindo as realizadas por meio de carteiras digitais como Google Pay e Samsung Wallet.
Atualmente, a funcionalidade está disponível apenas para usuários de aparelhos com sistema Android. A tecnologia de pagamento por aproximação (NFC) em dispositivos da Apple é controlada pela plataforma Apple Pay, que cobra taxas por transação. Como o Pix é uma ferramenta pública e gratuita, as instituições financeiras não liberaram o recurso para os donos de iPhone.
A barreira imposta pela big tech levou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a abrir, em março, uma investigação para averiguar suposto abuso de posição dominante da Apple no mercado. Em contraponto, o Google informou ao órgão fiscalizador em junho que não cobra taxas de desenvolvedores e que o acesso à tecnologia NFC em seus dispositivos é livre, reforçando um modelo de plataforma mais aberta e alinhada às políticas de inclusão financeira do país.






