Política

Mussolini e a Copa: O Fascismo Usou o Futebol para Propaganda, Assim Como Trump Tenta Hoje

O uso de grandes eventos esportivos para fins políticos não é novidade, e a Copa do Mundo de 1934, na Itália fascista de Benito Mussolini, é um exemplo gritante. O ditador transformou o torneio em um palco para a propaganda de sua “nova Itália”, manipulando o calendário, a escolha de árbitros e até “importando” jogadores argentinos para garantir a vitória. A FIFA, na época, cedeu aos caprichos de Mussolini, que viu na conquista da Azzurra um trunfo para exaltar seu regime. A instrumentalização foi tão explícita que um jornal da época publicou: “Il Duce congratula os jogadores italianos pela conquista”.

Quatro anos depois, na Copa da França, a seleção italiana exibiu a “Camicia Nera”, em referência às milícias fascistas, em um claro recado de força e intimidação. Esses episódios históricos servem de alerta sobre como eventos de grande visibilidade podem ser cooptados para agendas políticas, uma tática que, segundo o texto, o atual líder americano Donald Trump também estaria tentando replicar em um momento de baixa popularidade e desafios econômicos.