Marina Silva classifica postura antivacina de Eduardo Bolsonaro como crime de lesa-humanidade
A candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), criticou duramente a postura do ex-deputado Eduardo Bolsonaro contra a vacinação infantil obrigatória no Brasil. Marina classificou as declarações do parlamentar cassado como um “crime de lesa-humanidade”, defendendo a proteção da infância e a saúde pública como prioridades civilizatórias.
A reação ocorreu após Eduardo Bolsonaro, atualmente foragido nos Estados Unidos, publicar um vídeo atacando as políticas de imunização do governo federal. Na gravação, ele exibiu um termo de isenção vacinal para sua filha e atacou o presidente Lula pelas regras nacionais de proteção à saúde infantil. Eduardo perdeu seu mandato no final de 2025 após faltar a mais de 80% das sessões da Câmara.
Para Marina Silva, o discurso extremista sabota conquistas históricas da medicina e do sanitarismo brasileiro. Ela lembrou que a imunização protege o coletivo e evita tragédias. Sob a nova gestão federal, o Brasil recuperou, em novembro de 2024, o certificado de país livre do sarampo, selo que havia sido perdido em 2019 durante a gestão anterior.
A legislação brasileira assegura a obrigatoriedade da vacinação infantil desde 1975, garantia reforçada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e validada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A campanha de Marina em São Paulo posiciona-se firmemente na defesa da ciência e dos direitos sociais contra o retrocesso ideológico.</p






