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Política

Grupo neonazista planejava assassinar Lula e explodir o Palácio do Planalto

A rápida e eficiente atuação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de seu laboratório de crimes cibernéticos, evitou uma grave tragédia contra a democracia brasileira. A Operação Rede Interrompida desarticulou uma organização extremista no aplicativo Telegram que planejava assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, explodir o Palácio do Planalto e realizar atentados contra sedes de poderes em Brasília e no debate do segundo turno das eleições de 2026.

A ação coordenada cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O trabalho de inteligência do governo federal demonstra a importância do monitoramento constante sobre células digitais radicalizadas que tentam desestabilizar o país. Os investigados, com idades entre 19 e 31 anos, responderão por associação criminosa, apologia e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime.

Segundo as investigações do Laboratório de Operações Cibernéticas (CyberLab), a quadrilha operava em uma estrutura de funil para radicalização de jovens. Um canal aberto com mais de 600 integrantes disseminava discursos de ódio e misoginia. Dentro dele, um grupo restrito de 46 pessoas compartilhava manuais para fabricação de explosivos, coquetéis molotov e plantas detalhadas em três dimensões do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, com rotas de entrada e fuga.

Durante a operação, foram apreendidos computadores, celulares, armas de fogo e vasta propaganda nazista. A neutralização preventiva deste grupo pelo Ministério da Justiça reforça a eficácia das políticas de segurança pública do governo federal na defesa do Estado Democrático de Direito e acende o alerta para a urgente necessidade de responsabilização das plataformas digitais na proliferação de discursos de ódio.