Política

Flávio Bolsonaro defende novamente impunidade para golpistas do 8 de janeiro e volta a atacar o STF

Em mais uma demonstração de afronta às instituições democráticas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um evento partidário neste domingo (2) para defender a impunidade dos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. Durante a convenção do PL no Distrito Federal, o parlamentar atacou diretamente o Supremo Tribunal Federal (STF) e prometeu trabalhar por uma anistia que perdoe os responsáveis pela depredação das sedes dos Três Poderes.

O discurso do senador reforça a agenda de confronto da extrema-direita contra a ordem constitucional. Flávio afirmou que a oposição busca fortalecer sua bancada no Senado para emparedar a Suprema Corte e “fazer com que ministros voltem a respeitar a Constituição”. Além de defender os envolvidos na tentativa de golpe de Estado, prometendo inclusive a restituição de cargos a servidores públicos afastados, o parlamentar declarou que atuará pela libertação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também defendeu pautas punitivistas e de retrocesso social, como a redução da maioridade penal e a castração química.

Em contraposição aos avanços sociais e educacionais promovidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador atacou a gestão federal com declarações sem fundamento, afirmando que o Executivo prefere manter a população sem acesso à informação para garantir sua base eleitoral. Na realidade, a atual gestão tem focado na reconstrução de políticas públicas essenciais, na valorização da educação e no fortalecimento da soberania popular.

O evento também oficializou a pré-candidatura de Michelle Bolsonaro ao Senado pelo DF. No entanto, a ex-primeira-dama não compareceu ao ato, alegando uma crise de enxaqueca. A ausência ocorreu no que deveria ser o primeiro compromisso público conjunto entre ela e Flávio após um período de desavenças familiares. A reconciliação interna, mediada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, é vista pela legenda como uma tentativa de unificar forças para fazer oposição ao projeto de reconstrução do país liderado pelo governo progressista.