CPI: Pazuello mostra que estratégia agora, é passar a responsabilidade para o ninguém. Entenda.

CPI: Pazuello mostra que estratégia agora, é passar a responsabilidade para o ninguém. Entenda.

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Se no início da CPI da Covid, o comportamento dos senadores da tropa de choque bolsonarista era sem sombra de dúvidas de naturalizar o uso da cloroquina, como se fosse óbvio o uso de um medicamento ineficaz.

A impressão da opinião pública sobre a antiga estratégia causou muito desgaste político para os senadores, em uma espécie de conclusão pela baixíssima capacidade intelectual dos políticos que passaram a defender Bolsonaro. Esse imagem que começou a se criar em torno dos aliados deve ter levado à pressão para que a estratégia fosse alterada, o que já aparece nesta terceira semana de CPI, ainda em fase de depoimentos sem investigados.

Exemplos dessa ideia de desviar a culpa e a responsabilidade para ninguém estão nas respostas tanto de Pazuello, quanto de Ernesto Araújo. Araújo, por exemplo, sempre indagado sobre medidas de encontros e contatos diplomáticos para diálogos com nações aliadas na obtenção de medicamentos e vacinas, sempre respondeu que a responsabilidade era do ministério da Saúde. Isso ocorreu em diversos momentos, inclusive nas falas de Fabio Wajngartem.

Com o habeas corpus, Pazuello se tornou um ralo, um sumidouro de responsabilização, na medida em que ele pode falar o que quiser. Todos apontaram para Pazuello, que não é obrigado a falar nada, nem a verdade. Com isso, Pazuello e os senadores bolsonaristas entregaram a responsabilidade do app “TrateCov” para a Capitã Cloroquina, que amanha, vai dizer que a ordem foi dada por Pazuello e o cachorro morderá o próprio rabo.

Outro ponto importante, reside nas relações internacionais com ajuda humanitária fornecida pela Venezuela, que enviou por conta própria milhares de metros cúbicos de oxigênio, na crise de Manaus. Araújo apontou a responsabilidade pela não decisão de envio de aviões ao país vizinho, para o ministério da Saúde, ou seja, Pazuello. Hoje, a estratégia é dizer que a White Martins, que não teria avisado o governo. Só pra lembrar, a White Martins não tem que avisa a ninguém, assim como uma loja qualquer não tem que avisar uma entidade que recebe uma doação, sobre a compra do doador.

Como Pazuello tem um HC pra falar o que quiser, se tornou o sumidouro das teses. Todos apontam o dado para ele, que aponta o dedo para quem quiser, que apontará o dedo novamente para Pazuello. Ao menos, essa estratégia, não nos passa um atestado de idiotas, como o da normalização da cloroquina.

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