PF identifica financiadores do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami

PF identifica financiadores do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami

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A Polícia Federal deflagrou ações conjuntas com Ibama, Forças Armadas e Funai para retirar garimpeiros ilegais na região amazônica.

O diretor de Meio Ambiente da Polícia Federal (PF), delegado Humberto Freire, disse que a força-tarefa da instituição identificou financiadores do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Hoje (10), a PF e as Forças Armadas deflagraram uma operação conjunta na região. O objetivo, além de identificar financiadores, é destruir aeronaves e maquinário dos garimpeiros. O governo prevê a retirada de mais de 20 mil criminosos do local.

Além da identificação de financiadores, Freire disse que a PF apura a possibilidade de enquadrar a situação local como genocídio. “Já há uma investigação pretérita que fez essas identificações e essas pessoas serão identificadas, indiciadas e responderão na medida da sua culpabilidade. Tenho dito que as pessoas que financiam esse crime, as pessoas que auferem os maiores lucros, obviamente têm uma responsabilidade maior”, disse o delegado, em entrevista para a GloboNews.

Contra o garimpo

O governo Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, no dia 20 de janeiro, uma série de ações para sanar a crise humanitária yanomami. Hoje, Polícia Federal e Forças Armadas deflagraram a operação Libertação. O objetivo é instalar e garantir o funcionamento de bases policiais permanentes no território. Também participa da operação o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão já havia iniciado a desmobilização dos garimpos no início da semana.

Além da Libertação, a Polícia Federal também deflagrou uma outra operação contra lavagem de dinheiro proveniente do ouro ilegal. Trata-se da operação BAL. Um dos alvos iniciais da PF foi a irmã do governador de Roraima Antonio Denarium (PP), Vanda Garcia de Almeida. Denarium é bolsonarista e chegou a criticar os índios da região. Ele disse que eles precisam se “aculturar”.

*Com RBA

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