Ataque contra o TSE foi ação coordenada contra a democracia. Entenda como funciona esse tipo de ataque.

Ataque contra o TSE foi ação coordenada contra a democracia. Entenda como funciona esse tipo de ataque.

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Com intenção clara de criar dificuldades e lentidão, em especial, indisponibilidade do sistema de votação e apuração eleitoral, o ataque planejado contra TSE teve o intuito claro de dar argumentos à extrema-direita, na construção do discurso contra as urnas eletrônicas. Para construir a alternativa do voto de papel e tentar demover do judiciário a realização das eleições, destruir a imagem do sistema é fundamental, como única forma de implementar um modelo que possibilite fraudes reais, na busca da manutenção da extrema-direita no poder.

Nesse sentido, o ataque coordenado chamado de DDoS (Distributive Denial of Service) se configura como a utilização de diversas computadores, ou aparelhos que acessem a Internet, acessando simultaneamente um mesmo servidor. Com isso, o serviço fica congestionado e cai.

No caso do ataque ao TSE, foram utilizados milhares de aparelhos infectados com vírus e malwares, de pessoas comuns, transformados em zumbis, que acessaram simultaneamente os servidores de totalização eleitoral. Ou seja, a contagem local funcionou perfeitamente, mas, a totalização centralizada indicada pela Polícia Federal, acabou ficando muito lenta. Por isso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro, Luís Roberto Barroso, disse que os ataque tinham origem dos EUA, Brasil e Nova Zelândia, ou seja, ataque distribuído.

É importantíssimo ressaltar que esse tipo ataque não dá acesso aos dados que são informados, nem ao servidor em si. O que ocorre é apenas um congestionamento que derruba parte dos serviços. Na prática, seria como milhares de pessoas tentando falar ao mesmo tempo com uma única pessoa, mas, essa pessoa sabe a quem ouvir e o que ouvir. Ou seja, cria lentidão e, no limite do ataque, a pessoa para de ouvir a todos, sai do ressinto e fecha a porta.

Portanto, trata-se de um ataque sem qualquer possibilidade de fraudar as eleições, mas, ao causar lentidão, tem apenas a intensão de dar força a um discurso estúpido de possibilidade de fraude. Assim, o ataque conseguiu que a contagem que ocorria em menos de duas horas, passasse a ocorrer em quinze, mesmo assim, uma rapidez impressionante.

Quem atacou? Essa pergunta é tão simples como perguntar: Quem foi seria o beneficiado ao atacar a imagem do sistema eletrônico? Quanto a isso, dispensa análises.

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