Comparado a Sarney, Bolsonaro culpa os supermercados pelo aumento e envia ofícios pedindo explicações.

Comparado a Sarney, Bolsonaro culpa os supermercados pelo aumento e envia ofícios pedindo explicações.

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A inevitável comparação entre o governo Bolsonaro e o de Sarney, quando houve tabelamentos, desabastecimento e sérios problemas no acesso ao alimento, chega a um nível maior de similaridade. Tanto Sarney quanto Bolsonaro optaram, não por resolver o problema, mas, pressionar os supermercados em relação ao desabastecimento de alimentos e sérios problemas na elevação dos preços que chegam a mais de 300%, no caso do arroz, por exemplo.

O envio de ofícios pedindo explicações quanto ao valor praticado no mercado é negar que o governo não se importou com a segurança alimentar, ao não regular a exportação de alimentos básicos, como arroz, feijão e proteínas. Bolsonaro, sem noção do que realmente acontece no planeta e da gravidade da pandemia, continuou defendendo, através de Paulo Guedes, que o liberalismo radical. Sem controle, os agro (que nunca foi pop) decidiu exportar para a China, que faz estoque de alimentos, para garantir a segurança alimentar de sua população.

Bolsonaro, então, resolveu reeditar a SUNAB, órgão que ficava em cima das empresas e fiscalizava o preço praticado, para garantir que o tabelamento de preços fosse cumprido. Chegavam até a fechar lojas, quando os tais “fiscais do Sarney” denunciavam ao órgão e mudança no valor dos produtos.

O jornalista do Correio Brasiliense, Vicente Nunes, informou em seu blog, que o governo está montando uma tropa de choque para monitorar os preços dos alimentos, assim como a SUNAB fazia.

Temendo um desgaste para o governo justamente no momento em que o presidente Jair Bolsonaro está recompondo sua popularidade, o Palácio do Planalto montou uma tropa de choque para monitorar os preços dos alimentos, em especial, do arroz e do feijão.

A tropa de choque está encarregada de manter Bolsonaro informado do que vem sendo feito pelos ministérios da Agricultura e da Economia para “normalizar” os preços de produtos da cesta básica e evitar um possível desabastecimento — o risco disso acontecer é mínimo, mas está no radar.

O preço dos alimentos é uma lição importante ao discurso dos liberais radicais. Sem regulação da economia e intervenção do governo, não há solução possível em momentos da história, como esses.

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