Bolsonaristas que foram às ruas pedir AI-5, agora, gritam “censura não” em apoio ao gabinete do ódio

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A foto da ex-aecista e, hoje, bolsonarista por conveniência, Ana Paula do Vôlei, é emblemática.

Ana Paula, que sempre apoiou a turma que foi às ruas pedir a volta da ditadura, do AI-5, encarna a alma dessa escumalha verde a amarela.

Eu sei que é uma grande bobagem exigir coerência de vigarista, ou não seria vigarista, mas isso retrata como se molda o discurso dos fascistas no Brasil.

A gritaria dos fascistas é contra o que eles classificam como “escalada autoritária do STF” contra o gabinete do ódio.

Na realidade, essa histeria toda é porque o Facebook recuou e atendeu a Alexandre de Moraes, do STF, e bloqueando perfis de bolsonaristas do gabinete do ódio fora do país, porém, a ordem de Moraes é que os mesmos não sejam visíveis somente no Brasil, já que as leis brasileiras não podem interferir nas leis vigentes em outros países. A multa aplicada foi no valor de R$ 1,920 milhão.

Assim, Ana Paula do Vôlei passou a cornetar, junto com outros bolsonaristas de frete, o impeachment de Moraes: “URGE seguirmos com o processo de impeachment de Alexandre de Moraes. Esse senhor não é dono do Brasil. Devemos cobrar isso de Davi Alcolumbre sem trégua. Alexandre de Moraes não pode – e não vai – estraçalhar nossa Constituição. O senhor é uma vergonha mundial.”

 

*Da redação

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One thought on “Bolsonaristas que foram às ruas pedir AI-5, agora, gritam “censura não” em apoio ao gabinete do ódio

  1. Reply
    Deus Carmo
    agosto 1, 2020 at 6:02 pm

    Como jurista, acho que a justiça teria de ser mais rápida quanto ao processamento dos crimes cometidos por quem que seja e nunca mandar fechar as redes sociais de ninguém. Isto, à luz da Constituição é censura prévia, fere o direito à liberdade de expressão, embora entenda o direito à liberdade de expressão não se confunda com o crime. A liberdade de expressão não autoriza ninguém a cometer crimes, sob o manto da livre expressão de pensamento. Falo disto em mais de um momento no meu romance Noite Em Paris que publico no blogue noite-em-paris. Com isto não se está defendendo quem quer que seja, que se está defendendo é o cumprimento dos preceitos constitucionais. Hoje é contra, amanhã será contra qualquer de nós.

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