TRAGÉDIA SOCIAL: INVESTIMENTOS PÚBLICOS RETORNAM A NÍVEIS DOS ANOS 80

Para emplacar o golpe parlamentar de 2016, o grupo que ascendeu ao poder construiu um ambiente tão toxico para os investimentos públicos, que os parâmetros relativos dos gastos públicos com educação, saúde, pesquisa científica e construção civil pública ao mesmo nível dos anos 1990. O interessante, que isso mostra um padrão comportamental do PMDB e do PSDB, já que as políticas públicas do pós-golpe se baseou no programa de governo de Aécio Neves, do PSDB.


O investimento de todos os governos estaduais somados caiu de R$ 57,8 bilhões em 2014 para R$ 28,7 bilhões acumulados em 12 meses até junho de 2017, segundo o levantamento da IFI. De 1994 a 2000, o investimento médio dos Estados ficou em R$ 30,6 bilhões por ano, em valores corrigidos. O investimento dos Estados deve fechar este ano em 0,4% do PIB, que é a soma de tudo que o país produz. Em 2014, a cifra era de 1%.

Leia Também:   COMEÇOU A ESCRAVIDÃO: Riachuelo vai aplicar 100% a reforma trabalhista já.

Portanto, o padrão de investimentos corrigidos pelo período inflacionário em relação ao PIB é inferior ao padrão implementado pelos governos neo-liberais do PSDB. Assim, retorna ao mesmo nível do governo Sarney. Não é a toa, que os principais concelheiros de Michel Temer são Delfim Netto e José Sarney, um desastre.

O período com maior participação do estado nas políticas sociais e econômicas se deu no ano de 2014, no último ano do governo Dilma Rousseff. O bom resultado levou à reeleição da presidenta e por conseguinte, seus acertos, levaram ao golpe de estado.

gastos-2018-contas-abertas

Os investimentos da União previstos na lei de 2017 eram de R$ 129,1 bilhões. Em 2018, caíram para R$ 98,6 bilhões (24% menor).

Leia Também:   Reforma da Previdência sobe no telhado. Maia afirma que estão muito distantes de 308 votos. 

Gil Castelo Branco calculou a diminuição dos investimentos em dez áreas, tomando como base as leis orçamentárias de 2017 e 2018. Algumas das mais relevantes, segundo ele, serão o saneamento básico (32% a menos); o ministério da Educação (37% a menos) e o DNIT (ligado ao ministério dos Transportes), com 25% a menos. Os dados foram apresentados por Gil em uma palestra recente na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A realidade de 2018, nos remeterá à década perdida de 1980. Um desastre completo social e economicamente.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × três =

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com