DITADURA: CPI pede condução coercitiva do artista que fez performance nu em SP. O pedido foi de Magno Malta.

A Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado (CPI) dos Maus-Tratos, instaurada no Senado acatou um pedido completamente inconstitucional feita pelo fundamentalista religioso e senador, Magno Malta, do PR do Espírito Santo. O pedido se refere a condução coercitiva do artista Wagner Schwartz, que fez a performance nu, no MAM em São Paulo. Como se não bastasse, a mesma condução coercitiva foi aplicada ao curador do museu, Gaudêncio Fidelis, curador do Queermuseu, responsável pela exposição do Santander em Porto Alegre.


A CPI dos Maus-tratos tem ainda a senadora Simone Tebet (PMDB-MS) como vice-presidente, José Medeiros (PODE-MT) como relator, e ainda os senadores Marta Suplicy (PMDB-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Eduardo Amorim (PSDB-SE) e Lídice da Mata (PSB-BA) como membros titulares. A finalidade da Comissão é “investigar as irregularidades e os crimes relacionados aos maus-tratos em crianças e adolescentes no país”.

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A ação é de uma estupidez sem tamanho, dado que a CPI investiga maus-tratos a menores e em ambos os casos, não houve. A simples presença do curador e do artista já configura grave lesão ao direito de livre expressão. Trata-se da tentativa de criar problemas e constrangimentos aos cidadãos, a fim de que respondam ao pensamento conservador e reacionário de fundamentalistas religiosos de seguimentos que estão transformando partes do meio evangélico em uma espécie de talibã caboclo.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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