BRICS E AS ELEIÇÕES 2018: Rússia amplia embargo a carne brasileira. 

Que a Rússia foi inteligente em perceber que a sociedade americana ultra-conectada estaria completamente vulnerável a ações de informação implantada no meio digital, para a eleição de Trump, disso não se duvida. Talvez, tenha sido o último grande ato da guerra fria, ou em defesa de seus interesses, ou num contra-ataque bem sucedido.


Vivendo grande nostalgia do período soviético, a Rússia de Putin é um dos maiored defensores da política dos BRICS, criado no governo Lula. A sua insatisfação, descortesia e, até mesmo, deselegância com o presidente ilegítimo Michel Temer, transparece esse fato.

Certos ou não do que fizeram com os americanos, o fato é que os EUA se enfiaram num atoleiro de, no mínimo, 4 anos. Nesse início do mandato de Trump, a China, maior parceiro econômico da Rússia, do Brasil, da Índia e África do Sul, se lançou definitivamente como protagonista da globalização. A ação Russa para eleger Trump parece até coordenada com a reeleição de Xi Jinpin e com a atribuições de mais poderes ao líder Chinês.

Se o Brasil sofreu uma “intervenção” americana que fomentou o ódio e adotou estratégias de divisão da sociedade brasileira e financiamento de grupos políticos e movimentos artificiais, como o MBL, para criar a crise política via Lava Jato. A Rússia começa a voltar sua artilharia para um dos países mais estratégico para o bloco, o Brasil. Estratégico, por que o Brasil é o maior produtor de commodities do mundo, incluindo aí, a agricultura, a mineração e a pecuária. O mundo precisa do tão falado “celeiro do mundo” para produzir e para viver e quem tiver um parceiro como esse terá sobrevida econômica garantida.

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A ampliação ao embargo da carne brasileira pela Rússia parece mais uma ação para a eleição presidencial brasileira. Já é público há anos que a barreiras sanitárias se tornaram resguardo político, quando Organização Mundial do Comércio (OMC) ganhou força suficiente para veto, imposição de embargos e multas. Os embargos sanitários são convenientes na política de intervenção e nas estratégias da geopolítica internacional. Ou alguém acredita nas palavras de Blairo Maggi, quando afirma que a ação russa é fruto da “finada” operação Carne Fraca?

Nesse caso, a carne pode até ser fraca, mas a inteligência, não. É possível que seja apenas o começo de uma eleição polarizada e pautada pelo protagonismo inoportuno do judiciário brasileiro. Tanto americanos, quanto russos chineses, os maiores jogadores da geopolítica internacional, estarão de olho no que acontecerá aqui. Trata-se da economia que chegou a ser a quinta maior do mundo e um dos 8 maiores mercados consumidores do planeta. Portanto, em 2018 o Brasil será palco de uma espécie de guerra fria eleitoral, que poucos perceberão os lados e os interesses nas entrelinhas do processo eleitoral que definirá o vitoriosos no pós-golpe de 2016 e das políticas intervencionistas americanas na América Latina.

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Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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