Você sabia que até a Revolução, Cuba era colônia dos EUA?

Não é a toa, que em Cuba a revolução é tratada como segunda independência. A primeira, liderada pelo poeta José Marti, que da nome ao aeroporto Internacional de Havana, obteve êxito, porém a reação espanhola foi demasiadamente forte e a tentativa de acordo de paz, não obteve êxito e a eclosão de uma sangrenta guerra foi inevitável. Marti, morto em combate antes da reação da metrópole, não viu seu país se tornar uma propriedade americana.


Distinto da maioria das colônias espanholas, que se libertaram no início do século XIX, Cuba concluiu eu processo de libertação da Espanha, somente no finalzinho do século XIX. Porém, essa libertação foi relativa, já que a guerra caminhava para a devastação completa da ilha e terminaria sem vencedores.

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A ilha caribenha detinha grandes investimentos de empresas americanas, no final do século XIX, quando os EUA já começavam a figurar como maior potência produtiva do mundo. Assim, o governo americano interviu militarmente na guerra da independência cubana, quando a marinha espanhola, supostamente, teria explodido por sabotagem um encouraçado americano, o USS Maine. Esse episódio gera controvérsias até hoje.

Como não interessava economicamente aos EUA a forte crise econômica em Cuba, devido à guerra. A intervenção levou a Espanha a reconhecer a superioridade da força militar americana e, em 12 de agosto de 1898, assinou um tratado com os Estados Unidos, entregando a ilha como propriedade. Portanto, assim como as Filipinas, Porto Rico e Guam, Cuba era uma colônia e território americano.

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Essa realidade é tão patente, que as constituições posteriores da ilha continham emendas e artigos que garantiam a livre circulação militar americana em Cuba e livre intervenção no governo da ilha. Os americanos podiam, inclusive, destituir o governo local e nomear interventores de forma constitucional. Esse poder não foi exercido de libre aceitação dos cubanos.

Pouco mais de 40 anos após a anexação de Cuba aos EUA, como uma colônia, o ditador Fulgêncio Batista chegava ao poder por via eleitoral (1940 a 1944) e pelos mesmos dispositivos de intervenção americana, se tornou ditador em 1952, permanecendo no poder até 1959, quando houve a segunda guerra da independência, a revolução cubana.

Portanto, o processo de libertação de Cuba iniciou-se no final do século XIX e concluiu-se apenas 70 anos depois, liderados por Chê, Fidel e Cienfuegos. A Revolução Cubana seria o último processo de independência das Américas, por isso o caráter de guerra, onde sempre há morte do inimigo. “Viva La Revolución”!

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Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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