ENTENDA A TRAGÉDIA ECONÔMICA: Dívida Pública deve alcançar 100% do PIB já em 2020

A Folha de São Paulo publicou hoje uma matéria em que faz alguns malabarismos matemáticos para explicar algo extremamente simples de compreender. O ritmo do endividamento do Brasil, com a taça de juros em torno de 7%, sem crescimento econômico e com a ampliação do déficit público, culminará nume tragédia econômica em meados de 2020.


Vamos analisar os três fatores economicamente tóxicos da economia de Temer e Meirelles e colocar os pingos nos is, o que a mídia velha não faz.

TAXA DE JUROS EM TORNO DE 7%

Qual o motivo dessa condicional? Devido ao golpe de estado e, principalmente, a conta a ser paga, a ampliação da taxa de juros a fim de servir ao mercado financeiro como forma de ampliar os lucros rentistas, o governo Temer se viu na obrigação de deixar a taxa por muito tempo acima de 10%. A dívida pública paga os juros estabelecidos pela Taxa SELIC, essa que chama de juros básicos da economia. Então, quanto mais alto, mais gente comprando título do tesouro direto. Isso mesmo, o Tesouro Direto é você emprestando ao governo.

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Com as taxas altas, para atrair investidores rentistas, a taxa do mercado de vareja, essa que você usa pra financiar um carro ou um imóvel, ou sua TV, ou celular, permanece elevada. Assim, diminui a atividade econômica, jogando a inflação para baixo e forçando o governo a uma política canalha, amplia os preços controlados (combustível, gás, luz, remédios e outros), para disfarçar a deflação.

AMPLIAÇÃO DO DEFICIT PÚBLICO

A palavra Déficit significa que o governo está gastando mais que arrecadando. E por que? Simples, os dois fatores preponderantes são: Um, governo fraco, compra apoio no congresso com vendas parlamentares. Dois, as duas denúncias contra Temer, fizeram com o presidente mais corrupto da história tivesse que pagar muito caro aos deputados, a fim de barrar as denúncias.

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Em resumo, governo fraco, sem voto, não tem apoio popular, por isso não consegue aprovar medidas necessárias, ao crescimento. Já o que mercado manda cortar gastos e a lógica manda ampliar o crescimento.

BAIXO CRESCIMENTO

Entendamos, ampliando os gastos, mas reduzindo os investimentos, o resultado numa economia que depende de aproximadamente 60% do capital estatal pra crescer, é a recessão.

Se a dívida pública é comparada em relação ao PIB (soma de tudo que o país produz em um ano), para definir se o país está insolvente, existem duas saídas para resolver isso. Ou o país cresce mais que a dívida, ou país corta gastos. A primeira opção foi adotada pelo governo Lula e Dilma, por isso o Dilma Rousseff entregou o país, no final do primeiro mandato, com a dívida pública inferior a 40% do PIB. A adoção completamente equivocada do modelo ortodoxo da economia de mercado, para atender o mercado, por parte de Henrique Meirelles e Michel Temer, foi o corte de gastos, sem gerar crescimento. Com a depressão econômica, o resultado está aí. Não mais onde cortar e a redução do PIB ma ordem de 10%, somado a elevação dos gastos, fez explodir a dívida pública.

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O QUE ACONTECE SE CHEGAR A 100%

Acontece a barbárie. O governo não terá como saldar sua folha salarial, não conseguirá manter os serviços públicos, estados ficarão insolventes e uma convulsão social será iminente. Foi o que aconteceu na Grécia. Note, a Grécia é uma civilização milenar, com alto grau de escolaridade e sem ódio de classe. Imagina no Brasil.

Se tudo continuar como está caminhando, nas mãos da direita, ou de aventureiros sem qualquer sentimento de nação, o destino do Brasil será o México do século XIX, que por desagregação política, perdeu o Texas, o Novo México e a Califórnia. Não se engane, nos temos a Amazônia, cerca de 40% do território nacional, pra perder.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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