NO DESESPERO POR ARRECADAÇÃO, TEMER PODE ACERTAR A PRIMEIRA E SERÁ EM IMPOSTOS.

Após a farra das emendas parlamentares utilizadas para comprar deputados da base aliada e barrar a denúncia de crime comum, Temer entrou em parafuso para conseguir cumprir a meta fiscal. O quadro, que já é o pior deficit da história do país, caminha para a necessidade de nova mudança e votação na câmara de um novo orçamento. Como a nova LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) traria grande desgaste, o governo resolveu desengavetar projetos que eram de autoria do governo Dilma, para novos impostos que cobram dos mais ricos.


As novas medidas de ampliação de cobrança de impostos é um tímido caminho positivo na equidade social em cobranças de imposto. Em outras palavras, quem ganha mais, pagaria mais e as medidas não impactariam em pessoas de alíquotas já existentes. Veja as medidas:

  • Criação de um nova alíquota do IR de 30% a 35% para rendas superiores a R$ 20 mil.
  • Taxação de lucros de dividendos.
  • Revisão de desonerações.
  • Revisão do regime especial tributários, que atinge a um pequeno grupo de empresas.
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As duas primeiras medidas são extremamente positivas para o país. A criação da nova alíquota para rendas superiores a R$ 20 mil, impacta sobre um pequeno percentual de pessoas mais ricas, justamente as que costumam acumular capital. Seria um princípio de equidade fiscal, mesmo que timidamente.

Já a taxação de lucros e dividendos, representa um imenso avanço. Os principais atingidos seriam empresas do ramo financeiro como, bancos, financeiras, operadores de bolsa de valores e outras grandes empresas. Pequenas empresas, pagariam menos, uma vez que a taxação seria equivalente ao percentual do lucro advindo da atividade econômica da empresa. Quando maior a empresa, mais imposto a pagar. Essa modalidade de taxação é praticada na maioria dos países desenvolvidos.

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Obviamente, que não está sendo por uma questão de ideologia, humanidade ou necessidade de se criar um estado mais igualitário. Ao contrário, as medidas estudadas pela equipe econômica, são uma necessidade, é um sinal de que não há mais como esgoelar o restante da população mais pobre. Portanto, a situação está empurrando o país para a única solução possível, cobrar dos mais ricos.

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

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