Denúncia URGENTE: CARTA ABERTA : ASSÉDIO AO MOVIMENTO DE TRABALHADORES CRISTÃOS, antigo ACO – Ação Católica Operária.

CARTA ABERTA – DENÚNCIA DE ASSÉDIO MOVIMENTO DE TRABALHADORS CRISTÃOS – MTC NE II


Rua Gevário Pires, 404 Boa Vista, Recife-PE
Fone: 81. 3222-0241 / email: recifemtc@gmail.com

Caros companheiros e companheiras,

O Movimento de Trabalhadores Cristãos (MTC PE) vem a público denunciar um “assédio político” sofrido.
No dia 27.04.17 (quinta-feira), por volta das 16h, duas pessoas de nome Simone e Roberto, que se identificaram como supostos funcionários do Ministério Público de Pernambuco – MPPE (da rua Gervásio Pires, Boa Vista/Recife), vieram à sede deste movimento, sem mandado judicial, alegando que há uma denúncia em aberto sendo investigada pelo MPPE, na qual há alegação de que algumas entidades teriam recebidos proventos de políticos entre os anos de 1997/98. A Ação Católica Operária – ACO (como era conhecida na época), hoje MTC, supostamente estaria entre estas entidades.

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Conforme os supostos funcionários, a ação judicial está correndo na 9ª e na 10º Promotoria de Justiça e Fundações, sob a tutela do promotor de justiça Dr. Ulisses de Araújo Sá e Júnior que, segundo Simone e Roberto, “pediu” que as entidades registradas no processo fossem visitadas para averiguação, posto que algumas entidades eram fantasmas. Vale notar que, de acordo com esses dois funcionários, a investigação está sendo feita contra os políticos que teriam usado os nomes destas entidades sem autorização para emitir notas frias para desviar verbas políticas.
Feito esta apresentação e exposição de cunho aparentemente jurídico, os dois agentes (Simone e Roberto) começaram a fazer perguntas que destoam completamente do assunto abordado inicialmente e suposto propósito da “visita”. Segue abaixo algumas perguntas feitas por eles:

  • O movimento pertence a igreja católica?
  • Como o movimento funciona? O que defende? Como atua?
  • Como o movimento conseguiu a casa (sede)?
  • Há empregados no movimento?
  • Quantas pessoas há no movimento?
  • Com que periodicidade se reúnem?
  • Qualquer trabalhador pode fazer parte do movimento?
  • Se um trabalhador defender Temer numa reunião o que vocês responderiam?
  • Qual o posicionamento do movimento em relação às reformas promovidas pelo governo e quais ações o movimento está realizando?
  • Como o movimento faz para convencer alguém de que as reformas NÃO são boas para a classe trabalhadora?
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Por fim, os dois supostos funcionários pediram para ver as instalações físicas da nossa sede. Diante das claras contradições de interesses entra o motivo alegado para a visita e o decorrer dos diálogos entre os supostos funcionários do MPPE e os militantes do MTC que os receberam, acreditamos que esta foi uma evidente tentativa de cerco político ao nosso movimento provavelmente, com o intuito cerceamento de nossa prática política. Nós, do MTC, contudo, não iremos nos intimidar diante das ameaças ao nosso movimento e à Classe Trabalhadora. Nossa história de luta vem desde 1962. Já enfrentamos todas as agruras do Golpe da Ditadura Militar Brasileira, em 1964, e iremos enfrentar as agruras do Golpe que está em curso atualmente no nosso país desde 2016. Nossos pés caminham pelos ensinamentos de Cristo, que nos ensina a manter os olhos e o espírito centrados na luta contras as injustiças sociais que tanto oprimem a Classe Trabalhadora.

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Seguiremos firmes e pedimos que os movimentos sociais e populares que caminham conosco (e outros em geral) fortifiquem ainda mais nossa união e tomem mais cuidados, pois essa pode ser uma forte evidência de Estado de Exceção. E vamos à Luta!”
2017-04-29 16.35.08

Muitas perguntas ficam no ar. Quem realmente são essas pessoas e se o MPPE está agindo dessa forma totalmente suspeita e irregular. Se nao sao do MP a mando de qm, agem? O suposto  investigado ou entidade é  interrogado dessa forma sem nenhuma formalidade ou aviso? Essas perguntas podem ser feitas sem audiência ou a presenca de  advogado, representante legal? Essas pessoas supostamente do MP não precisam se identificar, formalmente?

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Camille Helena

Pesquisadora, historiadora e licenciada. Nascida no Brasil, estudou na Itália, Espanha e Alemanha onde trabalhou com projetos sociais e culturais. Colaborou com o Jornal Rebate, redecastorphoto e sites no exterior como o Jornalistas Sem Fronteiras e Informare per Resistere. Foi militante contra a ditadura pelas diretas e movimentos dos estudantes secundaristas. Atuou nos movimentos sociais de ajuda e reabilitação de crianças de rua, imigrantes e também a pastoral carcerária, no exterior.

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