O DIA QUE SÃO PAULO PAROU: Movimento foi inferior a dias de domingo

A Greve Geral em São Paulo teve uma resposta bastante significativa da sociedade por vários e importantes aspectos. Dois dos principais fatos a serem levados em conta, são inerentes à organização e a pauta unificada e objetiva. A Greve Geral teve longo tempo de organização, o que é realmente necessário num sistema sindical profundamente fragmentado e regionalizado como o brasileiro. A pauta foi bem clara e definida, foi contra a Reforma Trabalhista e a Reforma da Previdência, o que conta com grande adesão popular e gera forte repúdio ao governo atual.


Das ações de Greve, desde as manifestações e ações de movimentos sociais como o MST, MTST e centrais sindicais, que obstruíram as principais vias das principais cidades do país, em especial São Paulo, às paralisações de greve, que atingiram 100% dos ônibus, 90% dos metroviários e ferroviários até o meio dia, somada às paralisações de bancos estatais que atingiram 100% no país todo. Dessa maneira, o movimento na cidade é similar ou inferior a um dia de domingo. O comércio central está de portas fechadas e dessa maneira, o movimento alcança o objetivo de ser a maior greve geral da história do país. Na educação adesão foi de 100% e incluiu as escolas particulares. Contando inclusive com manifestação de alunos da educação privada no bairro rico do Jardins, o que é profundamente atípico.

Leia Também:   BOLSONARO É RECEBIDO COM OVOS EM RIBEIRÃO PRETO

Com as paralisações no início do dia, dificilmente haverá uma recuperação da atividade contra a greve no decorrer da sexta feira. Nesse ponto, o dia foi muito bem escolhido. O ânimos começam a arrefecer, piquetes e barricadas já começam a ser desmontados e o movimento se encaminha para concentrações de manifestação que convergirá no Largo da Batata e possivelmente se dirigirá para a residência do presidente interino em São Paulo.

A mídia tradicional que apostou no fracasso do greve obtendo informes da ABIN em primeira mão, não contou com o próprio erro da agência. Que definia o movimento como de adesão inferior ao que os organizadores esperavam. No início da tarde, os discurso da Globo News passou da desqualificação por estar “importunando” o cidadão, para uma crítica às autoridades e o estabelecimento de legitimidade do movimento. Enfatizam a todo tempo, que o presidente interino Michel Temer está se espelhando em Margaret Thatcher e não recuará, afirmando que o movimento de hoje é realizado por “privilegiados” e sindicatos que perderão ganhos financeiros.

Leia Também:   DEVE E NÃO PAGA: PSDB-SP TEM 30% DA ARRECADAÇÃO PENHORADA PELA JUSTIÇA, POR DIVIDAS DA CAMPANHA DE SERRA EM 2012

 

Fábio St Rios

Cientista da Computação, Engenheiro de Software, Programador Senior, Profissional da Segurança de Dados e Estudante de História.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × 5 =

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com