RECESSÃO GERA MENOR INFLAÇÃO PARA O MÊS DE MARÇO: Brasil caminha de lado e vida da população não melhorará logo

Os dados da inflação para março (IPCA) foram divulgados pelo Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) nesta manhã (dia 07/04/2017) e apontando para mais um recuo, vindo de 0,33% em fevereiro para 0,25% em março. Os dados atualizados já estão no centro da meta do Banco Central, que é 4,5%, e está em 4,57% nos últimos 12 meses. O que abre caminho para queda dos juros anuais do BC, a taxa SELIC.


Março é um mês que historicamente tem inflação reduzida na compreensão da sazonalidade do mercado brasileiro. O número de 2017 é um dos menores da série histórica. É imprescindível compreender que a queda da inflação se deu frente a uma forte recessão econômica. Essa forte queda no consumo levou à queda forçada dos preços no varejo que refletiu diretamente na queda do IPCA. Neste aspecto, fica flagrante a política intencional do governo Temer de criar forte resseção e desemprego, para reduzir à força o consumo interno e assim, atingir a inflação.

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Por outro lado, ao abrir caminho para a queda da taxa SELIC pode começar o reaquecimento interno do consumo, com queda nos juros no varejo. Mas para que isso ocorra, temos que ressaltar que qualquer alteração na tendência de forte alta da SELIC surte efeito apenas no prazo de 6 meses em média. Portanto, caso se confirme a tendência, o Brasil poderá caminhar em direção para a deflação, o que é o maior veneno para uma economia.

A deflação poderá não ser sentida pela população mais pobre, uma vez que itens da cesta do IPCA são de natureza diversa, indo de combustível e automóvel à alimentação em geral. A queda da inflação não devolve de forma nenhuma o poder de compra da população e o consumo interno, uma vez que os valores reajustados no passado, não serão repostos com aumento de renda. Na prática, o que ocorre é que a perda do poder de compra desacelera e desacelerar não é parar. No futuro próximo, para a população de classe média para baixo, o que se espera não é a melhoria na qualidade de vida, nem a perspectiva que crescimento do consumo das famílias, mas sim, uma redução mais lenta. De forma mais simples, tudo continuará piorando porém, de forma mais lenta.

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É uma boa notícia? Sim e não. Sim porque o abismo que foi 2016 se torna uma ladeira em 2017. Não, porque não melhora o consumo, nem melhora a renda e por isso, também não melhora o nível de desemprego. Como não haverá acréscimo nos índices de consumo interno nos próximos seis meses, dificilmente haverá crescimento nesse período, invertendo essa tendência possivelmente somente em novembro e dezembro. O país agora caminha de lado para em 2018 ter um crescimento medíocre, mas sem melhoria na vida do povo, tal como no governo FHC.

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